Bar do Boi 2026 reúne três gerações de pajés e público no Sambódromo de Manaus com tema Misticismo e Revolução

Terceira edição do evento apresentou encontro inédito de pajés, elementos espirituais e apresentações musicais no Sambódromo de Manaus.

A terceira edição do Bar do Boi 2026 ocorreu no Sambódromo de Manaus e reuniu três gerações de pajés do Boi Caprichoso — Waldir Santana, Netto Simões e Erick Beltrão — diante de um público azul e branco que lotou o espaço. O evento teve o tema ‘Misticismo e Revolução’ e combinou toadas, rituais de preparação e apresentações musicais ao longo da madrugada.

Encontro dos pajés e dimensões espirituais

O encontro no palco foi um dos pontos centrais da noite. Segundo os organizadores e participantes, a presença dos três pajés reforçou a ligação entre tradição e contemporaneidade do item 12 do Festival de Parintins. Waldir Santana afirmou: “É uma emoção enorme. Eu me sinto como se estivesse fazendo tudo de NOVO pela primeira vez. O pajé, hoje, está mais aberto, mas no início não era fácil. A gente construiu esse caminho. Eu sou cultura, sou poesia, sou movimento”.

A preparação dos artistas antes de subir ao palco teve caráter ritual. Netto Simões declarou: “Eu peço permissão aos espíritos da floresta para que tudo dê certo. A gente representa algo muito forte dentro da questão xamânica, então precisa dessa conexão”. Erick Beltrão destacou a importância de dividir o palco: “É uma forma de valorização dos artistas e da nossa história. Dividir o palco com essas gerações é muito especial e essa noite vai ficar marcada”.

Apresentações musicais e grupos que integraram a programação

Além do encontro dos pajés, a programação musical contou com nomes como Ornello Reis, Júlio Persil, Márcio do Boi, Edmundo Oran, Diego Brelaz e Paulinho Viana. Também integraram o espetáculo a Marujada de Guerra, Raça Azul e o Corpo de dança Caprichoso, que reforçaram a identidade e a energia do evento.

Encerramento e interação com o público

O fechamento do evento incluiu uma procissão cênica em que o Boi Caprichoso deixou o palco e avançou em meio à plateia, criando uma conexão direta com o público antes da finalização. Um espectador, Breno Pereira, disse: “Foi uma experiência diferente de tudo que eu já vivi aqui. Não foi só show, teve um momento que parecia realmente um ritual. Quando os três pajés estavam juntos deu um arrepio. E quando o boi veio pra galera, parecia que todo mundo fazia parte daquilo”.

Mais do que uma festa, o Bar do Boi reafirmou seu papel como espaço de resistência cultural e valorização artística, antecipando o que o público PODE esperar para o Festival de Parintins.

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Publicado em: 03/05/2026 às 16:19
Categoria(s): Governo do Amazonas