Plataforma digital é integrada à rotina do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar para monitoramento em tempo real.
O Hospital e pronto-socorro (HPS) Dr. Aristóteles Platão Bezerra de Araújo, na zona leste de Manaus, está implantando o programa InfectoAssist para monitoramento, prevenção e controle de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). A implantação, iniciada desde janeiro de 2026, integra o trabalho do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) da unidade e utiliza tecnologia para vigilância em tempo real e registro de dados.
Funcionamento e objetivos
De acordo com a coordenadora do SCIH, Renata Freitas, o InfectoAssist atua de forma integrada à rotina hospitalar, com uso de tecnologia e monitoramento contínuo em tempo real. O sistema é usado para registro e análise de dados, permitindo a busca ativa diária de casos e o acompanhamento em tempo oportuno das infecções, além de subsidiar a adoção de protocolos baseados em evidências científicas.
Entre os procedimentos monitorados estão as infecções cirúrgicas, infecções respiratórias, infecções urinárias e as que ocorrem na corrente sanguínea, geralmente associadas ao uso de dispositivos invasivos como sondas, cateteres e ventiladores mecânicos. Há também atenção às bactérias multirresistentes. Segundo a coordenadora, o propósito é sempre garantir total segurança ao paciente.
Integração multiprofissional e protocolos
A infectologista e diretora técnica do HPS Platão Araújo, Michele Oliveira, informa que o acompanhamento dos casos é feito com base em indicadores estratégicos, com monitoramento dos pacientes e de qualquer caso notificado, e com reforço contínuo na adoção de medidas de prevenção por parte das equipes.
Ela ressalta que o InfectoAssist não substitui o Programa de Controle de Infecção Hospitalar (PCIH), mas amplia sua capacidade de atuação. O sistema potencializa ações já existentes, fortalece a vigilância ativa, integra setores e contribui para consolidar a cultura de segurança do paciente.
Segundo o diretor geral do HPS Platão Araújo, Juliano Botero, do Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), enfermeiros, médicos, farmacêuticos e demais profissionais atuam de forma integrada na execução dos protocolos, no monitoramento de indicadores e na adoção de práticas seguras, como a higienização das mãos, o uso adequado de dispositivos invasivos e o uso racional de antimicrobianos.
Mudanças na rotina e primeiros resultados
Desde janeiro de 2026 a unidade vem adotando novas práticas, conforme a direção: padronização de procedimentos, qualificação dos registros assistenciais e maior adesão aos protocolos institucionais. A direção informa que o processo está em construção, mas já há percepção de avanços no engajamento das equipes e no fortalecimento da cultura de segurança.
Mesmo com os desafios típicos de um hospital público de urgência e emergência – como alta rotatividade de pacientes e casos de maior complexidade – a direção avalia que a ferramenta tem contribuído para melhorar a qualidade da assistência. De acordo com a administração, o programa tem dado mais precisão na execução das ações e consolidado estratégias que impactam diretamente na qualidade do atendimento.
Assuntos nesse artigo:
#infectoassist, #hpsplataoaraujo, #Manaus, #scih, #controledeinfeccao, #iras, #segurancadopaciente, #infecoescirurgicas, #infecoesrespiratorias, #infecoesurinarias, #infecoescorrentesanguinea, #bacteriasmultirresistentes, #sondas, #cateteres, #ventiladoresmecanicos, #protocolos, #higienizacaodasmaos, #usoracionaldeantimicrobianos, #pcih, #indsh
