A governança do Mosaico do Baixo Rio Madeira avançou nesta quarta-feira (28/01) com a formação do Conselho Gestor do território, definida durante reunião presidida pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA), com apoio da Associação de Conservação da Vida Silvestre (WCS Brasil). O encontro reuniu representantes de Unidades de Conservação, Terras Indígenas e organizações da sociedade civil atuantes na área do mosaico.
Composição e extensão do mosaico
O Mosaico do Baixo Rio Madeira é composto por cinco Unidades de Conservação estaduais, uma UC federal e duas Terras Indígenas, totalizando 2,4 milhões de hectares legalmente protegidos. O conselho será formado por 23 membros, entre poder público municipal, estadual e federal, representantes de UCs estaduais e federais, Terras Indígenas e Organizações da Sociedade Civil (OSC).
Objetivos do conselho e atuação
A ação tem por objetivo promover a gestão integrada das áreas protegidas, conforme a definição de mosaicos de áreas protegidas, que integram diferentes UCs públicas ou privadas, além de Terras Indígenas e Quilombolas em uma mesma região. Segundo a assessora técnica do Departamento de Mudanças Climáticas e Gestão de Unidades de Conservação (Demuc) da SEMA, Ana Cláudia Leitão, “Todos que estão nesse conselho têm um objetivo para estar nele. Que a gente possa dar prosseguimento nas demandas dos colegiados, que discutem não só Unidades de Conservação, mas também políticas públicas no entorno das áreas protegidas, em territórios indígenas e em localidades que têm essas organizações sociais.”
Histórico e parceiros
O Mosaico do Baixo Rio Madeira foi formalizado em fevereiro de 2025, após cerca de três anos de mobilização da SEMA, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) e da WCS Brasil. Atualmente, existem três mosaicos de áreas protegidas no Amazonas oficialmente reconhecidos pela REDE de Mosaicos de Áreas Protegidas (REMAP).
A iniciativa integra esforços entre governos, organizações da sociedade civil e comunidades locais. De acordo com os organizadores, o trabalho busca fortalecer corredores ecológicos, promover o desenvolvimento sustentável da região por meio do ecoturismo e do uso responsável dos recursos naturais, além de ampliar a governança participativa com a atuação do conselho consultivo.
Posição da WCS Brasil
A WCS Brasil atua desde 2004 em ações de conservação e restauração de paisagens prioritárias. O analista de Conservação da WCS Brasil, Rosivan Moura, afirmou: “Para que tenhamos êxito no processo de conservação da natureza e melhoria da qualidade de vida das comunidades, é importante unir esforços e formar parcerias. E esse é o principal objetivo do Mosaico do Baixo Rio Madeira. O Mosaico deve ser um sistema de gestão compartilhada que respeita e considera todas as partes para garantir bons resultados.”
Fotos do encontro foram disponibilizadas pela SEMA e pela WCS.
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