Ipaam e polícia Militar acompanharão a retomada da pesca ordenada do mapará no Lago do Rei, com fiscalização e orientação aos pescadores.
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), com apoio da polícia Militar do Amazonas (PMAM), acompanhará a partir das 6h de segunda-feira (16/03) o início da pesca ordenada do mapará (Hypophthalmus spp.) no Lago do Rei, no município de Careiro da Várzea (a 25 quilômetros de Manaus). A ação tem como objetivo fiscalizar o cumprimento das regras que organizam a atividade pesqueira e orientar os pescadores sobre a legislação e os limites aplicáveis.
Fiscalização na reabertura
O início da atividade ocorrerá após o encerramento do período de defeso, que segue até 23h59 de hoje; a partir da meia-noite de 16 de março volta a ser permitida a captura de diversas espécies nos rios do estado. O defeso, iniciado em 15 de novembro, protegeu várias espécies para garantir a reprodução natural e a manutenção dos estoques pesqueiros.
Desde a tarde de sábado (14/03) equipes do Ipaam realizam fiscalização no entorno e dentro do Lago do Rei para evitar a abertura antecipada da pesca. O trabalho inclui monitoramento da área, orientação aos pescadores e seguirá até a abertura da pesca ordenada, quando o Instituto também acompanhará o cumprimento das regras da atividade.
Preparação e orientação às comunidades
Segundo o responsável pela Gerência de Controle de Pesca (GECP) do Ipaam, Gelson Batista, o Instituto participou da preparação da temporada por meio de ações de orientação aos pescadores das comunidades próximas ao lago. Em fevereiro, foram realizadas sete oficinas em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Prefeitura de Careiro da Várzea, por meio da Secretaria Municipal de Pesca e Aquicultura (Sempa), e a Câmara Municipal.
As oficinas percorreram as comunidades de Inema, Cambixe, Vila do Careiro, Costa do Terra Nova, Igarapé dos Reis, Marimba e Paraná do Terra Nova. Ao todo, foram cadastradas 382 canoas, com duas pessoas por embarcação, e cerca de 800 pescadores participaram das atividades sobre legislação pesqueira, tamanho permitido das malhas, quantidade de pescadores por embarcação e necessidade de registro profissional.
O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, ressaltou o caráter de orientação e fiscalização da presença do Instituto na pesca ordenada. “A pesca ordenada permite que a atividade ocorra de forma organizada, respeitando os períodos de reprodução das espécies e contribuindo para a conservação dos recursos naturais”, afirmou.
Espécies liberadas e estimativa de captura
Com o fim da restrição, ficará liberada a captura de espécies como aruanã (Osteoglossum bicirrhosum), caparari (Pseudoplatystoma tigrinum), surubim (Pseudoplatystoma corruscans), matrinxã (Brycon amazonicus), pirapitinga (Piaractus brachypomus), sardinha (Triportheus angulatus), pacu (Mylossoma duriventre) e mapará nos rios do estado. A estimativa para a temporada de 2026 é de captura de aproximadamente 300 toneladas de mapará, atividade que movimenta a economia local e gera renda para as comunidades do município.
Pontos de atenção na fiscalização
Durante o período autorizado para a pesca do mapará, equipes do Ipaam e da polícia Militar atuarão na orientação e fiscalização, verificando o cumprimento das normas da pesca ordenada e da legislação ambiental. Entre os pontos observados estão o registro dos pescadores, o uso adequado das redes e o respeito aos tamanhos mínimos de captura.
O Instituto orienta que sejam observados os limites mínimos definidos para diferentes espécies, voltados à preservação dos estoques pesqueiros e ao equilíbrio dos ecossistemas aquáticos. Entre os tamanhos estabelecidos estão pacu (15 cm), surubim (80 cm), caparari (80 cm), tambaqui (55 cm), pirarucu (150 cm), aruanã (50 cm) e jaraqui (20 cm). O mapará, no entanto, não possui tamanho mínimo definido em legislação.
Durante a temporada, a atuação integrada de fiscalização e orientação seguirá para garantir que a atividade ocorra conforme as normas estabelecidas e com acompanhamento nas comunidades do entorno do Lago do Rei.
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