Complexo Hospitalar Sul atendeu 4.978 pacientes sem identificação desde dezembro de 2024 e articula rede de proteção

serviço social do CHS localiza familiares, consulta CadSUS, aciona PLID e apoia emissão de documentos para pacientes sem identificação.

O Hospital e pronto-socorro 28 de Agosto, unidade do Complexo Hospitalar Sul (CHS) em Manaus, atendeu 4.978 pacientes classificados como não identificados desde dezembro de 2024. Entre os casos, está Adriano Chaves, homem em situação de rua que se reuniu com as irmãs após receber atendimento na unidade, segundo informações do CHS.

Atendimento e perfil dos pacientes

A maior parte dos atendimentos envolve pessoas em situação de vulnerabilidade social, sem vínculos familiares ou em situação de rua. Adriano deu entrada após sofrer uma queda de uma ponte no bairro São Jorge, onde relatou morar. Há também pacientes que chegam sem documento oficial, por esquecimento ou ausência de identificação.

Sem referência familiar ou social, muitos pacientes não têm destino claro após a alta, o que PODE afetar a continuidade do tratamento e o acompanhamento ambulatorial. O CHS registra essas ocorrências como Não Identificados (NID) desde dezembro de 2024, totalizando 4.978 atendimentos.

Atuação do serviço social e procedimentos de identificação

De acordo com a supervisora psicossocial do CHS, Janaína Freitas, a busca por informações começa durante a internação, quando a assistente social vai ao leito para coletar dados com o paciente. A partir desses relatos, a equipe tenta localizar familiares ou conhecidos.

Quando os relatos são insuficientes, a equipe inicia uma busca ativa em sistemas oficiais. Entre as ferramentas usadas estão o Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CadSUS) e o Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID), vinculado ao Ministério Público, que permite o cruzamento de dados para identificação.

Quando há identificação, a família é acionada ou os órgãos competentes são informados. O hospital também apoia a emissão de documentos civis, como o Registro Geral (RG), para garantir acesso a direitos básicos e à Cidadania.

Encaminhamentos e integração com a REDE de proteção

Nos casos em que o paciente permanece sem identificação ou não tem condições de retorno ao convívio social, o serviço social articula encaminhamentos para a REDE de apoio. O destino varia conforme o perfil do paciente e PODE incluir abrigos ou instituições de longa permanência, especialmente para idosos, mediante acionamento do Ministério Público.

A atuação do serviço social busca integrar a assistência clínica com medidas de identificação civil e proteção social, visando dar continuidade ao tratamento e reduzir riscos após a alta.

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Publicado em: 30/04/2026 às 17:34
Categoria(s): Governo do Amazonas