Governo do Amazonas · 27/04/2026

Avanço da vacinação contra o HPV no Amazonas amplia cobertura e revela atrasos no diagnóstico e tratamento

Vacinação contra o HPV alcança 94,66% entre meninas de 9 a 14 anos em 2024; diagnóstico e acesso ao tratamento mostram atraso.

A vacinação contra o HPV no Amazonas atingiu 94,66% de cobertura entre meninas de 9 a 14 anos em 2024, segundo o Boletim da Situação Epidemiológica da Neoplasia Maligna do Colo Uterino, divulgado pela Fundação de Vigilância em saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). O avanço na vacinação ocorre enquanto os dados apontam desafios no diagnóstico e no acesso ao tratamento para o câncer do colo do útero no estado.

Avanço na prevenção e avaliação das autoridades

De acordo com o boletim, a vacinação é considerada a principal medida de prevenção primária da doença e tende a reduzir, nas próximas décadas, a incidência e a mortalidade por câncer do colo do útero no Amazonas. A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destacou o resultado para a saúde pública: “A vacinação é uma das estratégias mais eficazes para reduzir o impacto do câncer do colo do útero no futuro. Esse avanço mostra o esforço das equipes de saúde em ampliar o acesso e proteger as novas gerações, mas seguimos trabalhando para que essa proteção alcance todas as regiões do estado”.

Diagnóstico, exames e tempo para iniciar o tratamento

Mesmo com o aumento da cobertura vacinal, o boletim registra que, entre 2020 e 2024, foram notificados 2.027 diagnósticos em mulheres de 25 a 64 anos, com maior concentração entre 35 e 54 anos. O número de exames também cresceu, ultrapassando 222 mil em 2023.

O levantamento aponta ainda que 64,3% das mulheres iniciaram o tratamento após 60 dias do diagnóstico, o que indica dificuldades no acesso ao cuidado especializado. Sobre essa combinação de prevenção e cuidado, o diretor de Vigilância Epidemiológica da FVS-RCP, Alexsandro Melo, afirmou: “Os dados mostram que avançamos na vacinação, mas ainda precisamos aprimorar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento no tempo adequado. A vigilância epidemiológica tem papel fundamental para orientar essas ações e reduzir desigualdades no atendimento à população”.

Estratégias e desafios regionais

O boletim recomenda a integração de estratégias que incluam vacinação, rastreio regular e acesso oportuno ao tratamento, considerando as particularidades geográficas e sociais do estado. As ações devem focar na ampliação do alcance em diferentes regiões e na redução das desigualdades no atendimento.

O documento está disponível no site http://www.fvs.ama.gov.br .

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