A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA) e a Defesa Civil do Amazonas iniciaram tratativas para a ampliação do Amazonas Ecolar nesta quarta-feira (07/01), durante visita técnica ao centro de reciclagem do projeto, onde resíduos são separados, tratados e transformados em blocos estruturais para a construção de moradias sustentáveis. A iniciativa foi apresentada durante a COP30 e tem atraído interesse de parceiros nacionais e internacionais.
visita técnica e apresentação
O secretário de Estado do Meio Ambiente do Amazonas, Eduardo Taveira, acompanhou a visita ao centro de reciclagem. Segundo ele, o projeto responde de forma integrada à degradação ambiental e à vulnerabilidade social do estado. “O Amazonas Ecolar foi um dos mais procurados durante a COP. Ele é talvez um dos mais importantes que nós temos do ponto de vista da sustentabilidade, porque ele atua para resolver dois problemas centrais do Amazonas: a poluição, incluindo a poluição hídrica e o desmatamento, e a redução da pobreza”, afirmou Taveira.
No centro, resíduos plásticos como PET e outros polímeros passam por triagem e tratamento antes de virar blocos usados nas construções. A apresentação oficial durante a COP30 reforçou a proposta técnica e o interesse de possíveis financiadores.
Produção das moradias
O projeto, liderado pela Defesa Civil do Amazonas, prevê casas de 50 metros quadrados com biodigestor próprio. O custo estimado por unidade é de R$ 60 mil. As habitações são produzidas a partir dos blocos estruturais fabricados com material reciclado.
Reciclagem e geração de empregos
O centro de reciclagem deve empregar entre 40 e 50 trabalhadores, entre operários e equipe administrativa. Todo o sistema funciona com energia solar. Entre as metas está a descentralização da triagem e da trituração de resíduos para municípios do interior. Cada município refinaria o material, que seria adquirido pela Defesa Civil e enviado a Manaus para produção final dos blocos.
Parcerias e atuação da SEMA
A SEMA terá papel na ampliação do projeto, especialmente por meio do fundo estadual de Meio Ambiente (Fema) e da articulação institucional com parceiros. A articulação inclui sensibilização e fortalecimento de associações de catadores, em parceria com a Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (Ancat), por meio de Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado durante a COP30.
Segundo Taveira, “são várias mãos construindo essa solução. A SEMA, por meio do fundo estadual de Meio Ambiente, PODE contribuir na melhoria da estrutura das associações, incentivando o aumento da coleta e captando recursos junto a empresas e organismos internacionais para investir nesse projeto inovador e sustentável”.
Outra frente em estudo é o uso de unidades do Amazonas Ecolar como bases de apoio em Unidades de Conservação estaduais, ampliando a presença institucional e promovendo soluções sustentáveis em áreas estratégicas.
Para o secretário da Defesa Civil, Francisco Máximo, o projeto representa uma política pública com impacto direto na proteção da vida e na redução de riscos associados a eventos climáticos. “Quando pensamos nas populações que vivem em áreas de risco e são fortemente impactadas por eventos climáticos cada vez mais intensos, o Amazonas Ecolar apresenta soluções integradas: protege vidas, reduz a poluição causada pelo descarte irregular de resíduos e ainda promove a economia circular, gerando renda para catadores e garantindo moradias seguras produzidas a partir da reciclagem”, destacou Máximo.
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