Projetos sustentáveis recebem apoio da Prefeitura de Manaus na comunidade Nova Esperança

Projetos sustentáveis recebem apoio da Prefeitura de Manaus na comunidade Nova Esperança

Projetos sustentáveis recebem apoio da Prefeitura de Manaus na comunidade Nova Esperança

Prefeitura de Manaus, por meio do Conselho Consultivo da Área de Proteção Ambiental (APA) Tarumã-Ponta Negra, está apoiando a implantação de projetos sustentáveis na comunidade Nova Esperança, na zona rural. Um deles é o da implantação de tanques alternativos para piscicultura de pequena escala com o objetivo de permitir que as famílias possam diversificar as atividades econômicas de baixo impacto ambiental na área. Outra finalidade é a geração de renda, por meio da instalação de tanques de superfície, desenvolvidos a partir de materiais alternativos como madeira, papelão, isopor e plástico de alta densidade.

No último dia 3/9, um grupo vindo da comunidade visitou a Estação Experimental de Aquicultura do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), onde encontram-se tanques desenvolvidos pelo laboratório, demonstrando um exemplo de tecnologia social exitosa para o cultivo de espécies, num volume de até 70 quilos de pescado, por ciclo.

A presidente do Conselho da APA Tarumã Ponta-Negra, Angeline Ugarte, ressaltou a importância da iniciativa de poder viabilizar essa alternativa para as famílias de baixa renda da margem direita do rio Tarumã-açu. “Temos o interesse de fomentar a diversificação de atividades produtivas sustentáveis, que não agridam os ecossistemas existentes na APA e que especialmente valorizem a identidade local, assim como a vocação natural para o turismo ecológico e os serviços ecossistêmicos prestados pela unidade”, afirmou Angeline.

Além da Nova Esperança, outras comunidades ribeirinhas do entorno podem ser beneficiadas. “O piloto será desenvolvido na Nova Esperança, mas pretendemos obter apoio e aporte técnico para estendermos a outras comunidades”, comentou.

Levados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), os agricultores puderam conhecer de perto o funcionamento de um tanque de superfície. O projeto é de autoria dos pesquisadores do INPA Waldir Bitar França e Alexandre Honczaryk.

A Estação Experimental de Aquicultura fica situada no campus 3 do INPA, localizado no conjunto Morada do Sol, no Aleixo. Os agricultores foram recebidos pelo pesquisador Waldir Bitar, que apresentou materiais, custos e benefícios possíveis da implantação dos tanques de superfície nas comunidades. Uma parceria deverá ser firmada entre a Semmas e o INPA, no sentido da viabilização do suporte técnico necessário ao desenvolvimento dos primeiros tanques a serem instalados nos lotes dos comunitários.

“A produção será importante tanto para garantir a subsistência familiar quanto para a venda do pescado em pequena escala”, afirmou Angeline. Os comunitários mostraram-se entusiasmados com a nova alternativa apresentada, já que esta permite a manutenção da paisagem local, garantindo os benefícios naturais da localidade em que moram.

Após a exposição do tanque em funcionamento, os comunitários receberão visitas técnicas de reconhecimento da área feitas pelos pesquisadores do INPA. Serão oferecidas palestras de formação nas comunidades, a fim de esclarecer dúvidas quanto ao potencial dos tanques. Cada tanque tem um custo médio de R$ 600, além do investimento em alevinos e ração, o que PODE ser rateado entre os comunitários. “Vimos para aprender e sabemos que não vamos destruir a natureza do lugar onde moramos”, afirma a agricultora Rita Inês Freitas, 60.

O trabalho da Semmas é o de apresentar e subsidiar tecnicamente iniciativas do gênero, por meio da gestão da APA Tarumã-Ponta Negra. O prefeito Arthur Virgílio Neto incentiva a atuação dos conselhos gestores como instâncias de governança nas zonas urbana e rural, sobretudo nas áreas protegidas. “A participação dos segmentos sociais na condução do processo de gestão das unidades é o caminho para obtermos o desenvolvimento sustentável das mesmas. Acreditamos nisso e estamos nos mobilizando para que a participação social na gestão ambiental possa ser transversalizada, de modo que a população sinta-se sujeito nos processos decisórios e de intervenções para a qualidade ambiental”, afirmou o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Antonio Nelson de Oliveira Júnior.

Foto – Divulgação / Semmas


Publicado em: 25/09/2019 às 12:22
Categoria(s): SEMMAS